De corpo e voz, Tássia Reis solta o agudo para romper padrões sociais


Tássia Reis vestiu a camisa da Caravana das Artes, mas também contou sua relação com o esporte. (Foto: Celia Santos)


Tássia Reis é cantora, mas também poderia ser muitas outras coisas. Ela pode ser o que ela quiser. Depois de escutar muitos ‘nãos’, aprendeu que muitas vezes eles eram ditos por comodismo. A menina de Jacareí não aceitava que a vida fosse assim, uma imposição de padrões pré-estabelecidos e cuja a definição ela não participou. A vida de Tássia precisava de mais brilho e ela descobriu que poderia consegui-lo através da arte e do esporte.

As primeiras descobertas de Tássia Reis foram com relação ao corpo e o esporte a ajudou a constatar que todo corpo pode se movimentar. Pode parecer uma afirmação evidente, mas ela não é tão indiscutível quando se têm uma forte imposição de padrões sociais por meio da media e dos discursos aprisionados

“Eu joguei muito tempo vôlei, eu adorava a parte de educação física, foi a partir daí que eu também tive o interesse com dança, eu entendi que o corpo tinha outras possibilidades de se movimentar, de se expressar”, comentou Tássia. A partir do esporte, Tássia partiu para as artes e se encantou com o hip hop.

“Me apaixonei não só pela dança, não só pelo movimentar do corpo de outra maneira através da música, mas também pela cultura hip hop, o que acabou me iniciando também politicamente. Teve um papel fundamental na minha vida, enquanto artista, enquanto intelecto, enquanto uma pessoa mesmo”, concluiu.

Tássia pensa ‘fora da caixinha’. Não peça para ela fazer uma rima improvisada, porque seu hip hop segue ritmo próprio. Ela nunca foi dada às batalhas de rima que marcam o gênero e solta o agudo para mostrar que sua voz pode ocupar qualquer espaço.


No Sarau Caravana, Tássia não poupou a voz marcante que ganha espaço na música brasileira. (Foto: Celia Santos)


“Precisamos olhar o mundo com outros olhares. Conseguir ir para outros espaços, outros países, enfim, outra cidade que seja, conviver com pessoas diferentes e entender como tudo funciona e respeitar também”, comentou Tássia Reis. Então, quando foi questionada sobre seus sonhos abriu um largo sorriso, deu uma gargalhada estridente e pensou antes de responder: “Acho que eu tenho o sonho de conhecer o mundo, o mundo inteiro, de passear por esses lugares e de fazer coisas que disseram que eu não poderia fazer, então são muitas coisas!”.

Tássia Reis participou da terceira etapa da Caravana das Artes, cantou e dançou com as crianças de São Sebastião e se apresentou para a comunidade da Topolândia, região atendida pelo projeto, no Sarau Caravana. Mas ela também se aventurou nas atividades da Caravana do Esporte. Lutou taekwondo com as crianças junto com o atleta Diogo Silva e foi confundida com uma aluna do nono ano por uma das crianças, tamanha entrega durante as atividades. Sorria como criança, era criança, pois.


Tássia de diverte como criança e é confundida com aluna do sexto ano por participante da Caravana. (Foto: Celia Santos)


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