Por educação mais sensível, Viva com Arte aguça sentidos


Professora Kitty Canário ressaltou poder de despertar a humanidade na educação através da arte.


Dentro da metodologia Viva com Arte, o autoconhecimento é tão importante quanto o entendimento do próximo. Cientes de que cada corpo carrega uma história diferente, a Formação Continuada em São Sebastião promoveu uma atividade sensorial buscando essa melhor clareza de si e do outro.

“Foi uma experiência sensorial, nós vendamos os olhos dos professores e trouxemos eles para um trabalho de uma escuta mais sensível. Nós vamos tratar sobre aquilo que é sensível nas pedagogias, nos fazeres, no dia a dia de São Sebastião” ressaltou a professora Kitty Canário do Instituto Mpumalanga.

Para que alguns sentidos sejam reforçados, é preciso abdicar de outros. Se vendamos os olhos e degustamos algo desconhecido, por exemplo, temos não somente uma apuração do paladar, mas também um trabalho de memória afetiva, do que aquele sabor revela. A experiência dialoga diretamente com a historicidade sensorial daquele corpo. O mesmo vale quando tentamos desvendar sons, tatear objetos, ou trabalhar um sentido com mais atenção.

Não por mera coincidência, a atividade do segundo módulo Viva com Arte em São Sebastião, trouxe à tona uma maior humanidade aos participantes. “Foram muitos depoimentos interessantes, mas o mais forte e tocante foi de um professor que é artista plástico e aquilo trouxe para ele um sentido de humanidade muito forte. Ele disse que ali ele pode perceber na experiência o que há de melhor nele. Emergiu isso e é isso que nós queremos, para que esse ser sensível possa levar para a escola a possibilidade dessas crianças também trabalharem a sensibilidade”, contou a professora Kitty, que ao contar a história também esboçava um tom de encantamento.

O reflexo que o trabalho com educadores leva para as crianças de São Sebastião já é notado na fala dos professores, repletos de entusiasmo para aplicar os novos saberes em sala de aula – ou fora dela, como sugere a metodologia. “Uma coisa que eu sempre sonhei, ver a escola mais cultural”, afirmou Henrique Cardin.

O artista, que participa pela Fundação Cultural Deodato Santana, não escondia a animação com a oficina de construção de instrumentos, realizada no primeiro dia, mas que ainda reverberava nos seus novos planos. “A construção dos instrumentos para mim foi maravilhoso. Eu estava querendo comprar um tambor para colocar nos meus espetáculos, hoje eu vou poder fazer o meu próprio tambor, isso achei magnifico”, vibrou.

A Formação Continuada Viva com Arte movimenta São Sebastião para a realização do segundo módulo, com o apoio da EDP e do Instituto EDP.

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