Vozes do Purus: Novamente Transamazônica!


Equipe pronta para mais um travessia da Transamazônica pelo Vozes do Purus!


Desde nossa primeira ação na Amazônia, em 2015, quando realizamos os projetos Caravana do Esporte e Caravana das Artes em Lábrea, a Transamazônica não configura mais uma novidade para nossa equipe. Resolvemos estender o atendimento indígena com o Vozes do Purus, uma ação que colabora com a preservação da cultura por meio de técnicas audiovisuais (linkado). Os moradores da floresta estão ganhando capacitação para captar imagens e editá-las de forma a registrar as tradições do ponto de vista indígenas.


O município de Lábrea disponibiliza máquinas para tornar a estrada viável a passagem dos veículos. Apesar de a rodovia ser federal, a ajuda vem do município para que as pessoas e as cargas consigam chegar a Humaitá, cidade mais próxima.

A longa viagem pelo cenário amazônico nos trouxe uma inevitável reflexão sobre aquela rodovia, uma cicatriz dentro da Floresta Amazônica. Essa ferida que só permite o trânsito de veículos em uma parte do ano, quando não está inundada na estação das chuvas.



Caminho que segue levantando poeira!


Desenvolvimento não é o que se vê. Desmatamento, sim. Porém em terras inabitadas, onde nem a agricultura nem o gado ocupavam espaço. Ao longo das terras cortadas pela Transamazônica havia comunidades ribeirinhas tradicionais e indígenas de diversas etnias. Segundo o Imazon (2013), após a abertura da rodovia mais de 14 milhões de hectares de vegetação nativa foram derrubados na Amazônia. Atualmente, a maioria das áreas nativas e ainda protegidas é formada por Unidades de Conservação ou Terras Indígenas.

As reflexões pelo caminho nos ajudam a entender a realidade dos moradores locais, ao mesmo tempo que nos fortalece para o trabalho realizado pelo Vozes do Purus. Em breve, seguiremos com nossa programação educacional nas aldeias do Médio Purus. Nossas histórias serão contadas, e a dos indígenas também. Por eles!

 PROGRAMAÇÃO: 


Vozes do Purus

O Projeto Vozes do Purus abraça as manifestações e tradições culturais dos povos indígenas como parte da Caravana das Artes –  movimento que acredita no poder mobilizador da arte, na possibilidade de aprender e construir juntos, na valorização da cultura, na promoção dos ideais democráticos e da paz. A Caravana das Artes é um projeto itinerante que percorre todos os anos 10 municípios com baixos índices de desenvolvimento humano (IDH) e infantil (IDI), promovendo atividades artísticas entre crianças e jovens, além de capacitação de professores da rede pública. Uma metodologia que transforma a realidade de crianças e jovens em espaço e conteúdo para o aprendizado e, principalmente, valoriza o papel do professor como ator social com grande influência na comunidade.

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